Cursos novos na UECE

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Caos. Assim defino a situação atual da Universidade Estadual do Ceará, que tem enfrentado grandes problemas, internos e externos. No entanto, não posso deixar de destilar o meu suave veneno.

Segurança é seu maior forte, daquelas sem Popeye ou espinafre. Um forte fraco, bem fraco. Nessa faculdade abriram novos cursos: Cleptomanialogia, Ladrãologia e Cuecologia. Tendo como suas respectivas cadeiras: Como roubar trabalhos dos amigos de classe, Como roubar laboratórios e, até mesmo, Como deixar seu professor de cueca. Você mal entra no curso e de cara já tem um bom estágio na própria universidade! Super bacana, não é?

Assaltos e mais destes têm acontecido de uma forma mais exuberante que a outra na UECE. Certa vez alunos do curso de Nutrição tiveram seu laboratório roubado, com notebooks, pendrivers, dentre outros objetos pessoais. A pergunta é: Como eles sabem de todos os horários e os pertences de dentro dos laboratórios? É claro que já são os estagiários dos novos cursos!
Outra vez houve tiroteios. Uma morte. Assalto a um professor, levando tudo que tinha valor, menos sua cueca (já estamos sabendo que ele comprou-a no Shopping Beco da Poeira).

E o governo? Érhhh... Muito ocupado, é claro. Cof, cof.
P.S.: Sim, desistam, não façam vestibular para UECE, não que eu não queira que a concorrência diminua, mas... Tem um amigo meu, que adora deixar as pessoas de cuecas (muahahaha- risada maléfica). Não ousem.

P.S².: Mesmo assim, quero muito passar nela.

Por um mundo sustentável

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E vem, chegando com tudo, uma das mais novas campanhas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) ”Saco é um saco”.
Onde nossa comodidade vai parar?O errado hábito de usar as sacolinhas plásticas, para todo e qualquer eventual caso, se torna cada vez mais exagerado. Tanto, que o Ministério e muitos outros adeptos da campanha vêm tentando alertar aos mais dispersos, a gravidade do erro de boa parte dos brasileiros (O porquê de ter nos citado? As estatísticas mostram que cada brasileiro consome em média 66 sacos por mês, num total de 12 bilhões por ano)– Como diria meu estimado professor Hermano: ”Coisas que só acontecem nessa superpotência Brasil”. E claro, é importante ser apontado, que nesse ”mega-país-emergente” há instituições como o MMA aliadas a diversas ONGs, fazendo de tudo para chacoalhar as mentes dos ignorantes.
As múmias deveriam usar os sacos plásticos para se revestirem, em vez do outro material, porque seria mais econômico. Elas iriam, rapidinho, no mercado próximo ao Nilo e pegariam umas duzentas e quarenta e sete mil sacolinhas. E sabe qual seria a melhor vantagem para elas? Seus corpos durariam muito mais, devido ao plástico só se decompor em 400 anos.
Se for alugar um filme, comprar um absorvente, e até mesmo um big-big (”hiperbolizei”), você usa, uma, duas, três sacolas... Não vou muito longe nos exemplos, meu pai, lamentavelmente, é especialista em roubar as sacolas de supermercado, com a desculpa de que é a vingança pela empresa ser tão cara. Onde os usa? Em cada amontoado de compras põe cerca de 3 sacos por medo de rasgar. É tanta sacola, que, enquanto dirige, voa de dentro do carro, cai em um bueiro, o entope, vem a chuva, há uma enchente, e, no outro dia, todos os ativistas do Greenpeace estarão, atirando fogo na minha casa, querendo crucificar o meu pai por todo o Aquecimento Global. E acredita que eu serei órfã de pai, por culpa do seu mal-uso das sacolas. QUEREM FICAR SEM SEUS PAIS? (Aquele apelo). Não? Nem eu. Então prefiro tentar optar pelo uso de ECOBAGS (bolsas ecológicas podendo ser de: lona, pano, papel, ferro, ouro, prata, metais alcalinos, e todo o resto da tabela periódica).
Eu, burguesa, confesso que o meu maior problema é resistir às lindas sacolas das lojas de shopping e deixar de andar por ele com elas. No entanto, tenho pegado apenas as de papelão. Já é um grande avanço.
Minha prece fica por aqui. Não custa nada evitar o uso. Deixemos o nosso ego de lado um pouco e façamos as nossas partes.
“Consumo consciente de embalagens: A escolha é sua. O planeta é nosso”

http://www.youtube.com/watch?v=lDkRL8iFtaQ&hl=pt-BR

Pai.

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Ser pai não é apenas ser o círculo do heredograma, ou ser apenas um genitor transmissor de genes. Muito mais do que assinar a agenda da escola, ou tirar as rodinhas da bicicleta...
Ser pai não é apenas te colocar na cacunda para ver melhor o algo admirado. Está além de chamar a atenção quanto às notas vermelhas e da grande briga que te torna merecedor de castigo. É algo acima de se irritar pelo horário ou ficar preocupado com aquela má companhia.
Ser pai é muito mais que construir um castelo de areia esculpido minuciosamente para te fazer um rei ou rainha daquilo, tendo como recompensa um riso incontido. Ou ainda fazer aquelas piscininhas rasinhas com medo do violento mar.
Ser pai esta acima de torcer pelo seu time de futebol, ou pela aquela dança tão ensaiada. Bem além de ter com quem contar nas madrugadas em que o pesadelo te agoniza e o medo te faz não conseguir abrir os olhos e com um abraço acolhedor o pranto é enxuto de uma forma graciosa. Muito mais do que bolar estratagemas para sua primeira festinha. Ou te defender com garras e dentes de qualquer mau caráter que ousa machucá-lo.
Ser pai é mais do que preservar tua honra. É algo além de ter vergonha de dizer "Eu te amo", porque pronunciar essas tão constrangedoras e densas palavras que tanto querem sair de uma vez, para um pai... Como é difícil.
Ser pai é, enfim, ser isso tudo em um só. Não ser apenas de momento, mas de tempo, daquele que não passa, porque mais que o tempo passe e você envelheça, para esse grande homem será sempre a sua pequenina criança.
Agradeço ao homem da minha vida. Eu o amo tanto que seria impossível de expressar nesses poucos caracteres de texto. Apesar de todos os pesares que não pesam nada em comparação ao sentimento.
E um atrasado "Feliz dia dos Pais"
p.s.: não reparem no clichê

Quase fim

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Admirava a aurora que ia se construindo naquele precipício que era sua vida, figurativamente, e que estava, literalmente. Observava o horizonte como quem se despede sem querer partir, por motivo qualquer que seja. Apesar de não ser um qualquer. Pensava em desistir de tudo, depois se perguntava que tudo, se não tinha nada. Depois percebeu que se tinha um nada, já era alguma coisa. O vento das folhas fazia uma música de notas únicas, jamais capazes de serem compostas com tamanha maestria e perfeito encaixe para o momento.
Quer sair dali, após perceber tamanha baboseira. No entanto, desatento, tropeçou no nada e no nada foi se lançando, desfalecendo no ar. Desligou-se de tudo, como se os olhos fossem virando, vagarosamente, para dentro de si. E começou a enxergar as coisas para quais fechava-os.
Lembrou das vezes que por constrangimento recusou um carinho qualquer. Foi a última vez que teve essa chance. Lembrou também: da vez que não perdoou; que não amou; que não chorou; que não viveu... Que simplesmente vegetou, já por desacreditar em si.
E foi, vivendo e aproveitando, aquele instante que mais pareceu horas, aquela passagem, cheia de loucura. Gostaria fazer diferente. Desejava que pelo menos o último sabor que degustaria da vida, fosse um doce, e não a amargura que era o arrependimento. O vento, agora, cantava muito mais forte, mais firme; enaltecedor da angústia, do desespero – ria, mas ria muito.
Lembrou também da vez que um amigo quis dar um abraço, mas tão apressado apenas datilografou no ar com a mão esquerda. Agora tudo o que mais queria era um desses envoltos de braços e mãos.
Continuou a agonizar no ar com uma efusão de sentimentos jamais sentida antes. Quis outra chance, mas quis tão forte que conseguiu. Porque ainda restava tempo.
Acordou, num susto e sobressalto, do pesadelo que tivera.
E passou a viver, como nunca tinha vivido antes.

"Sadomasoquismo emocional" = Humor negro

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Definição: Humor negro não é o Eddy Murphy ou o Denison Carvalho (muita gente define assim. Bastante lógico, até porque ambos são negros e muito engraçados).Na verdade é o ato involuntário ou mais que voluntário de rir/sentir prazer/apreciar a desgraça alheia sem nenhum consentimento a respeito do que se trata, chamando-o de sadismo emocional. Muitos até tentam repreender aquele que o faz, no entanto, é impossível não se sentir contagiado com os trocadilhos inoportunos. Exemplificando, não existe mais humor-nigérrimo (depois de muita discussão a respeito do superlativo de negro), do que os feitos ao falecido Michael Jackson, como: De que ele morreu?Resp.: Engasgado com pé-de-moleque.E por ai seguem-se diversas outras. Tem também as "atitudeshumornegrísticas", uma das quais presenciei foi quando uma amada amiga teve uma crise de riso incontrolável ao ver uma criança chorar aos berros. Depois ela me explicou que acha muito engraçado. Macabro não é?Mas calma, ela, ainda, não é sádica. Quem nunca riu das desgraças alheias, por mais que se tente controlar, atire a primeira pedra!
É mais uma das insanidades humanas, sem sombra de dúvidas.
Agora, o masoquismo emocional é mais estranho ainda. Que a maioria das pessoas são emos, não resta dúvidas.
Pare e reflita, será que tem a mesma graça acabar um namoro e não ir dormir na casa de uma amiga, comer muito sorvete e ver um daqueles clichês filmes de comédia romântica? Brigar com alguém e ver ela super arrependida e pedindo perdão?Ou ainda sentir o gostinho do "Você estava certo". Como somos perversos. Mas fazer o que se rimos mais do "Pânico"( humor-tição que do "Show do Tom" (humor-albino).
Devem estar balbuciando: "Que merda ta esse texto, hahaha, que idiota, hahaha"
Fez isso? Parabéns e bem-vindo ao mundo do humor-negro.

A incoerência corporal das nações

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Este Barack Obama!Está na cara que tem sangue de brasileiro. Deveria estar cansado dos modelos magérrimos estadunidenses. É fato que não dá para não surpreender os forasteiros com os nossos tipos étnicos. Toda a miscigenação sofrida desde o início da vida relativa do Brasil (índios, negros, europeus...) deram forma às belezas latinas mais contempladas por todos.
Aquela mulata com olhos amendoados e corpo esbelto, ou aquela loira super bronzeada e torneada, ah... Encanta a qualquer um e até mesmo ao presidente americano (como está explícito na foto).Ele ainda foi dizer para a mídia que houve um engano e estava apenas querendo ajudar uma moça a descer as escadas e que olhava o degrau. Faz-me rir. Dá para perceber o momento orgasmático que uma carnosa (vulgo gostosa) brasileira estende uma de suas pernas contraindo a outra para forçá-la subir os degraus, este movimento foi completamente hipnotizante para o presidente, fazendo-o sugar o ar entre os dentes (num gesto tarado), parecendo mais Athony Hopkins no filme "Hannibal" (que é um canibal), já imaginando tê-la em sua possessão, e, provavelmente, suspirou falando: "Ohh, como gostaria que Michelle tivesse esse bumbum".
É esquisito pensar que boa parte das norte-americanas e as européias aderem à magreza. Completamente incoerente. O xingamento delas é: "Sua bundona!" Pasmem vocês. Nós, mulheres brasileiras, queríamos muito ser "xingadas" dessa forma.
Pergunto-me, agora, para que ainda há pessoas com essa de bulimia. A desculpa de que para ser modelo profissional isso é necessário já está passada. Até porque existem diversas outras formas de conseguir o corpo ideal.
Não tem nada de bonito nisso. Só quem gosta são os cães, por causa dos ossos. No entanto, os cachorros mesmo (no sentido figurativo) passam é longe.
Diga não ao vomito e sim às carnes (com moderação).
P.S.: Meu caro Obama, essa desculpa não colou.

A analogia do coelho com a vida cotidiana medíocre

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“Vamos resumir: um coelho branco é tirado de dentro de uma cartola. E porque se trata de um coelho muito grande, este truque leva bilhões de anos para acontecer. Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pêlos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pêlos, lá em cima. Só os filósofos têm ousadia para se lançar nesta jornada rumo aos limites da linguagem e da existência. Alguns deles não chegam a concluí-la, mas outros se agarram com força aos pêlos do coelho e berram para as pessoas que estão lá embaixo, no conforto da pelagem, enchendo a barriga de comida e bebida:
— Senhoras e senhores — gritam eles —, estamos flutuando no espaço!
Mas nenhuma das pessoas lá de baixo se interessa pela gritaria dos filósofos.
— Deus do céu! Que caras mais barulhentos! — elas dizem.
E continuam a conversar: será que você poderia me passar a manteiga? Qual a cotação das ações hoje? Qual o preço do tomate? Você ouviu dizer que a Lady Di está grávida de novo?(…)
Por diferentes motivos, a maioria das pessoas são tão absorvidas pelo cotidiano que a admiração pela vida acaba sendo completamente reprimida. (Elas se alojam bem no fundo do pêlo do coelho, fazem um ninho bem confortável e ficam lá embaixo pelo resto de suas vidas )”.
(Trechos retirados do livro: O Mundo de Sofia de Jostein Gaarden)
E o que é que nos torna tão colados a base do pêlo do coelho?Será que somos realmente incapazes de saber admirar o mundo com outros olhos? Estamos tão acostumados com a vidinha cotidiana medíocre que esquecemos o quão é necessário fazer uma reflexão acerca do mundo. O poder de admiração que adquirimos quando crianças, viventes na ponta do pêlo do coelho, ainda iniciantes dessa jornada que é a vida, vai se ofuscando e desaparecendo na medida em que envelhecemos e nos aderimos ao mundo como apenas corpos maciços que se fixam a terra. Ficamos ali, vazios, sem se quer questionar o que é necessário para preencher-se.E é ai que vem o perigo: a falsa felicidade, o falso prazer, a falsa vida.Com estes, tentamos nos preencher, passamos a viver em função de outras pessoas,viver vidas que não são as nossas (ai vem o papel da mídia, do pay-per-view, do conhecimento vazio e em vão... – o fato é que todos nós estamos sujeitos a eles).
Sintetizando: o perigo é chamado de alienação. Ela é tão gostosa de se curtir, a sua comodidade e sua prática hipnotiza a qualquer um e quando se menos espera, você está junto a mais um exército de pessoas, em completa sincronia, gritando, exclamando: "CASA, TRABALHO, CASA, NOVELA, REALYT SHOW, DORMIR, CASA, TRABALHO...”É uma verdadeira bosta.
http://vagalume.uol.com.br/chico-buarque/construcao.html - Essa música diz tudo. O cara morre, ATRAPALHANDO o trânsito. Entendeu?Absurdos.
ALERTEM-SE, se "inacostumem" com o mundo.
"e há tempos são os jovens que adoecem" (Renato Russo)